quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

B1K. Bom para exercitar.







Chama-se B1K e é uma concept bike desenvolvida pela equipa de design da Peugeot.
Um bocadinho diferente das aceleras Peugeot, muito femininas, que passeavam nos anos 80, esta B1K é um exercício daqueles que gostamos.
Em fibra de carbono, com um quadro carregado com uma linguagem diferente e uma pedaleira sem corrente, esta bicicleta faz-nos ter prazer em ginasticar.
Pela saúde e pelas vistas é assim que queremos... exercitar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

G... sem fim à vista.





É uma vergonha ainda não termos falado deste ícone do design automóvel.
Classe G para "Gelandewagen" ou "veículo Cross-Country" em português, foi com a ajuda do Shah do Irão, um accionista de referência da marca alemã, que surgiu esta maravilha em 1979.
Um exercício de linhas conservador e muito germânico que marcou de forma incontornável uma época. Revisto em 1990 mas com pequenos toques estilísticos que manteram intactos as mais valias do G, temos aqui a prova de que a intemporalidade é possível.
Mais uma prova desta capacidade alemã para criar peças que fogem das modinhas e apostam em silhuetas inconfundíveis resistentes.
Gostamos desta forma de estar!
Gostamos dos ícones que continuam a ser produzidos sem um fim à vista.

Car Art I







Há razões que a razão desconhece.
Que levam à existência de algumas obras de arte.
Força do acaso ou estupidez humana.
Imaginação pura ou raiva à solta.
Esta é uma forma diferente de explorar o design automóvel num espírito Car Art.
Ou o alívio a todos os enganados do mundo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010



Há design mais gráfico do que aquele que convive connosco no tablier?
Já reparou no exercício de tipos de letra que cada marca assume como uma assinatura pessoal.
A marcar quilometros e rotações este visual é diferente e único na procura de nos seduzir no momento em que agarramos o volante.
Porque esta é uma indústria inteligente e provavelmente a que melhor potencializa o lado sensorial do Homem.
Se tem dúvidas deixamos-lhe o novo painel de instrumentos para a gama Range Rover 2010. Um TFT digital com tudo o que precisa para se apaixonar.
Só falta mesmo entrar no habitáculo e sentir o cheiro a novo, enquanto ouve aquele som sólido ao bater da porta.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A técnica do M...




Já falámos deste ícone da Cortina de Ferro.
Chama-se Trabant e é uma pérola móvel de um design RDA.
Este filme mostra qualquer coisa de especial.
Não dizemos mais nada. Só vendo aqui.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A voz do Povo.





Todos sabemos que a Mercedes é profícua na inovação tecnológica dos seus modelos.
Exemplo dos muitos gadgets que surgem nas várias gerações do Classe S e apenas aparecem 10 anos mais tarde na grande maioria dos automóveis.
Com o classe A ouve agora uma democratização.
Na gama de entrada do construtor germânica resolveram entregar aos pobres a solução dos ricos, o Park Assist, ou para quem tem dificuldade com o inglês, o Assistente de Parqueamento.
Avizinha-se um best-seller, não pelo melhor design ou pela capacidade de se desviar dos alces.
Este é um caso de sucesso porque resolve um dos maiores problemas da condução e só por isso vai vencer.
Porque esta é a voz do povo a conhecer aqui!

SAAB Cars (1949-2009 ?)






São 60 anos que separam o melhor e o pior momento da história da SAAB.
Após o final da 2ª guerra mundial e depois de o construtor sueco se dedicar quase exclusivamente ao fabrico de aviões de combate, chegou o momento de repensar o que fazer no pós guerra.
À semelhança de outras marcas que viveram o mesmo período com a necessidade de alimentar a máquina bélica que contrariava as loucuras nazis, atingiu-se, a partir de 1946, o momento ideal para explorar todo o potencial das inovações tecnológicas conseguidas nesta fase.
É neste contexto criativo que chegamos a 1949 e ao 1º automóvel SAAB da história. O modelo 92.
Este é hoje a génese de uma história incontornável. Um canto do cisne no design automóvel que marcou as linhas SAAB por 50 anos e que ajudou a colocar o design escandinavo num pedestal bem alto.
Com um visual pensado para responder às necessidades aerodinâmicas, que só a industria aeronáutica conhecia e precisava até então, a marca evolui de 92, para 99 e de 99 para 900, conseguindo guardar um exército de fãs que não abdicaram das linhas SAAB nem de inserir a chave numa ignição que insistia em estar na consola central.
Um género de fetíche louvável e que caracterizou em muito uma personalidade vincada e muito apetecível.
Os anos passaram e a globalização ditou que um pequeno construtor no topo da Europa não se conseguiria manter vivo sem a ajuda de um grande grupo. É neste contexto que a GM invade o pequeno sueco irrequieto e, apesar de não querer, retira-lhe os genes que faziam da SAAB um caso único no panorama automóvel mundial.
Mal ou bem, na ânsia de lhe garantir um futuro com plataformas partilhadas com outros modelos, o gigante americano esqueceu-se que ser sueco, não é ser americano. Que a marca deveria ser abraçada com novos modelos e não com pequenos restylings. Que qualidade é um pormenor que perdurava nas máquinas que saiam de Trollhattan antes do Tio Sam chegar.
Muitas mais serão as razões para 60 anos depois termos aqui provavelmente a crónica de uma morte anunciada.
Resta-nos juntarmo-nos aos fãs americanos que se instalaram na sede da GM em Detroit e gritar.